Fato é que não importa o contexto, a afirmação procede - ainda que se tente aplicar uma fórmula reconhecidamente bem sucedida - como nos mostraram brasileiros e argentinos em suas estreias frustrantes na Copa América.
Sérgio Batista armou, de forma explícita, sua seleção para que seu camisa 10 brilhasse. Os hermanos vieram à campo em um 4-3-3 de base alta com Messi como um falso camisa 9. Exatamente a forma como Pep Guardiola arma o Barcelona. A sutil diferença - ou uma das - é a base da pirâmide, Benega e Cambiasso terão que nascer de novo - algumas vezes - para jogarem o que jogam Xavi e Iniesta.
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Triângulo de base alta com dois meias de criação e um volante |
Pedir para que Messi jogue ao lado de Banega, Cambiasso, Lavezzi, etc, o mesmo que ele joga ao lado de Xavi, Iniesta, Villa, Pedro... é burrice e ignorância. Assim como exigir dele resultados expressivos com a seleção para que figure entre os grandes da história é contrariar nossa própria história. Zico seguramente está entre os maiores da história. Ou não ? E o Galinho conquistou o quê pela seleção ?
[Banega, Cambiasso, Mascherano, Lavezzi... e tem gente que acha que Conca e D'Alessandro não tem espaço nessa seleção.]
Não exatamente na mesma linha de trabalho, mas na mesma filosofia de futebol ofensivo - o tal protagonismo - está a seleção de Mano Menezes - que até agora teve muitas frases de efeito e pouca evolução no trabalho.
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Triângulo de base baixa com dois volantes e um meia de criação |
Mano escalou a seleção no mesmo 4-3-3 dos hermanos, com a diferença que a base do triângulo de meio de campo brasileiro é baixa(dois volantes e um meia armador). Assim como com os hermanos, a tentativa de valorizar a posse de bola e impor um ritmo intenso no passe fracassou, e em uma tarde em que Ganso virou marreco e que as individualidades brasileiras pararam na dobra de marcação venezuelana, que surpreendentemente durou os 90 minutos, o telão do estádio serviu apenas para fazer a alegria da galera durante a transmissão.
Como bem disse Mano Menezes: "Não existe mais galinha morta no futebol". Então, se Brasil e Argentina não resolverem cantar de galo logo, só veremos Neymar x Messi em dezembro.
4 comentários:
Nossa, você disse tudo: Um time vencedor não se faz do dia para noite.
Da mesma forma que ninguém passa num concurso por sorte e tantos outros exemplos... A dificuldade da seleção é exatamente o fato de que não jogam juntos, não treinam juntos e etc.
Neste quesito, o vôlei dá de 10 a 0. A Super Liga acabou quando começou a Liga Mundial e o GranPrix. A nova só começa quando as competições tiverem terminado.
Um abraço
Rafaela
Apenas um Ponto
http://apenasumpontoesportivo.blogspot.com/
Coisas que esquecemos
Márcio e Ricardo vencem na Noruega
O problema é exigir que o Messi do Barcelona seja o mesmo na Argentina. E como você falou, banega e cambiasso não amarram nem a chuteira de Xavi e Iniesta.
Abraço!
Equipe Blog Gol de Mão
www.bloggoldemao.blogspot.com
Luciano,
um time realmente não se faz do dia pra noite, esses dias mesmo escrevi isso lá no blog.
Mas uma verdade irrefutável é a falta de qualidade meu amigo. Comparada com outros tempos chega a ser ridículo, tanto Brasil, tanto Agertina vivem muito mais dos velhos nomes que os atuais, Messi é a exceção, e talvez Neymar e Ganso. Só pra termos uma ideia talves o nosso melhor nome ainda é Julio Cesar, um goleiro... novos tempos meu amigo, é o que temos.
BLOG DO CLEBER SOARES
www.clebersoares.blogspot.com
Luciano, como você disse nas suas primeiras palavras, um time vencedor precisa de tempo para... se tornar vencedor. Como é o caso do Barcelona por exemplo.
Realmente alguns jogadores da Argentina estão figurando apenas como você citou ai Banega e etc... E conca sem dúvida merecia um lugar.
Já o Brasil, está querendo fazer muita firula, muita coisa bonita, enfeitada, ao invés de fazer o simples e vencer os jogos. Se tentassem fazer o simples, teriam vencido a Venezuela, não é seu Neymar?
Abração
http://www.gremista-sangueazul.com
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