Mais perdido que cego em tiroteio - perdoem o humor negro e os ditados em sequência, mas se houvesse um "dicionário de ditados", ao lado desses certamente estaria a foto de Mano Menezes.
A teoria é linda, perfeita, maravilhosa. Nos microfones, o treinador da seleção brasileira fala o que todos querem ouvir, o problema é que o que se fala na sala de imprensa, não aparece nos gramados.
Durante uma entrevista coletiva ainda na primeira fase da Copa América, na véspera da partida contra o Paraguai, ao ser questionado sobre como seria a postura da seleção diante de um adversário teoricamente mais forte, Mano deu a seguinte declaração: "Não podemos, seja qual for o adversário, nos limitar a preocupação de anular suas armas, precisamos criar dificuldades para que eles também se preocupem conosco" - em outras palavras: imposição e protagonismo, o tal protagonismo que era a base da filosofia de Mano Menezes um ano atrás, ao assumir o comando técnico da seleção brasileira, mas que jamais foi visto.
10 de agosto de 2011, Brasil x Alemanha, Mano Menezes tira Paulo Henrique Ganso, futuro e único candidato a camisa 10 da seleção de uma partida muito importante do ponto de vista de experiência e bagagem ao atleta, do time para jogar com três volantes, se precupando única e exclusivamente em anular o meio de campo alemão para viver de esporádicos contra ataques.
Esse é apenas o exemplo mais recente de como o técnico da seleção brasileira não coloca em prática a sua teoria, e esse é apenas um dos problemas.
Outro ponto determinante para as críticas e falta de evolução do trabalho é a absoluta falta de critérios para as convocações. Exs.: 1. Leque muito grande de jogadores convocados, muitos deles são convocados esporadicamente, sem tempo de se ambientar e de se entrosar; 2. Conveniência pura e simples. Mano esperniou, chiou, criticou publicamente a falta de comprometimento de Marcelo, mas quando a coisa apertou... 3. A busca exagerada por jogadores "desconhecidos" do leste europeu. Não estou dizendo que não são bons jogadores, mas pra seleção brasileira ? 4. Insistência sem sentido em jogadores que saíram do Brasil e simplesmente sumiram. André Santos amargou a reserva na Turquia por mais de seis meses, Elias, ex-corinthians, já está virando moeda de troca no Atlético de Madrid, qual o merecimento de ambos para estar na seleção ? 5. Lúcio, Julio César e Ronaldinho Gaúcho, queremos um time para 2014 ou resultados imediatos ?
Copa de 2014: faltam 3 anos, 12 estádios e 1 time.
3 comentários:
Luciano,
Mano é politico, se não era agora é...
Defendo que a culpa não é só sua, mas também é sua, em partes...
Ser político faz parte, mas ainda prefiria que ele fosse patriota, coisa alias, que poucos hoje são...
BLOG DO CLEBER
www.clebersoares.blogspot.com
Copa de 2014: faltam 3 anos, 12 estádios e 1 time! Excelente e perfeito! Já já este "e" vira vírgula e muda de lugar: 3 anos, 12 estádios, 1 time e 1 treinador.
A batata tá assando, na teoria e na prática.
Saudações!!!
Se faltasse somente os estádios, ainda dava pra ter esperanças...
Abraço
@britfoot
http://britfoot.blogspot.com/
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