Pode parecer estranho, já que estamos em uma reta final de campeonato brasileiro que promete grandes emoções até a última rodada - rodada aliás que nos reserva clássicos simplesmente fantásticos - mas, recomendo, aos que puderem, a acompanhar os jogos do Paris Saint-Germain pelo campeonato francês.
O clube da capital francesa investiu no futebol sul-americano dentro e fora dos gramados para voltar ao caminho dos títulos. Além de anunciar a maior contratação da história do futebol francês, o argentino Javier Pastore - que vem correspondendo o investimento de 43 milhões de euros diga-se - chegaram ainda o capitão da seleção uruguaia, campeã da Copa América, Diego Lugano, e, para assumir o cargo de novo diretor esportivo, o brasileiro Leonardo.
![]() | |
Javier Pastore e Nenê - Dupla de meias de fazer inveja a qualquer clube do mundo |
O time de Antoine Koumbouaré, é interessantíssimo na teoria, armado em um 4-4-2 em quadrado com Nenê - que vem jogando o fino da bola desde a temporada passada - e Javier Pastore - craque - na armação, o oportunista Kevin Gameiro no comando do ataque e Diego Lugano liderando o sólido sistema defensivo; e melhor ainda na prática, com um futebol envolvente e ofensivo, o típico time "sanfona": compacto, rápido, com um meio campo que, apesar de contar com dois meias criativos, dá combate, principalmente com o incansável Sissoko, e avança em bloco.
O PSG conta hoje com o que este blogueiro costuma chamar de "equilíbrio perfeito" - ou quase - em relação a importância de jogadores e suas funções; a mescla perfeita de craque, bons jogadores e operários. Ao contrário do que todos imaginam, um time perfeito, ou que se aproxime disso no futebol, prima por uma série de fatores que não apenas onze grandes jogadores; é necessário que eles se completem e não se anulem, que interajam e não concorram e que executem suas funções sem esperar o reconhecimento da função do outro.
2 comentários:
Realmente, futebol como na Europa não existe. Envestimentos milionários sem contar na vontade dos jogadores em jogar futebol. Ao contrário do Brasil onde o futebol está vivendo um momento de apenas crizes..
Confesso que não acompanho, mas ouço falar. E bem. De fato, todo time precisa também de seus operários.
O que seria de um refinado restaurante sem a manutençao do pessoal da limpeza?
Saudações!!!
Postar um comentário