É indubitável que a cobertura esportiva da imprensa é diferente das demais editorias - cultura, política, saúde entre outras. Embora a produção de textos siga as mesmas regras de construção e seja obviamente necessário, como em qualquer outra parte do jornalismo, comportamentos como a checagem das informações e fontes, há uma particularidade da cobertura esportiva que a torna única: a emoção deve-se fazer presente.
O leitor do jornalismo esportivo deseja ver o sentimento que aflorou durante os noventa minutos de partida estampado nas capas dos jornais e revistas no dia seguinte, catalisando para o bem ou para o mal a alegria ou frustração do resultado; glorificando heróis, caçando culpados.
A imprensa esportiva não precisa de ídolos, precisa de personagens - se o pensamento é equivocado ou não cabe discussão - fato é que são as grandes histórias que movimentam as páginas dos diários esportivos.
O personagem do momento é, obviamente, Adriano; e será até o fim do campeonato. Resta saber se com o mesmo status, o de herói, até o fim.
A inconstância e a imponderabilidade - falando em bom "Titês" - do futebol são certamente atrativos que cativam os torcedores. Tivesse o chute de Adriano um outro fim que não o fundo das redes mineiras e estaríamos todos questionando as escolhas do homem responsável diretamente pelas duas últimas vitórias corinthianas: Adenor Tite.
Se o Corinthians vai ou não se segrar campeão em um campeonato tão maluco quanto emocionante é impossível dizer, mas em uma jornada de oito meses onde certamente há muitas histórias a se contar e personagens a e se destacar, Adriano está, sem sombra de dúvidas, entre as mais inesperadas delas.
Um comentário:
Muito bom!!!!
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