Entretanto a pergunta que fica é: Estamos evoluindo da maneira correta? Será que a medicina esportiva tem acompanhado o mesmo ritmo de evolução dos demais segmentos? Ou o corpo humano chegou ao limite da exigência de desempenho e começa a dar sinais de colapso? Qual o motivo de tantas mortes dentro de campo?
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Piermario Morosini sendo socorrido invão |
Mais um atleta perdeu a vida dentro de campo nesse fim de semana, o meia italiano Piermario Morosini do Livorno, time da segunda divisão do campeonato italiano, teve uma parada cardíaca e uma morte instantânea enquanto praticava um esporte que há alguns anos tinha as fraturas ósseas como "acontimentos mais graves" referente à saúde dos atletas.
O caso acontece apenas um mês depois do meia do Bolton, Fabrice Muamba, entrar em colapso durante a partida contra o Tottenham pela Copa da Inglaterra. O Coração do meia do time inglês ficou sem bater durante 78 minutos e por um milagre, dois dias depois seu coração já batia sem a ajuda de aparelhos. Um caso de exceção.
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Fabrice Muamba entra em colapso na partida contra o Tottenham |
Recentemente o meia Renato, do Flamengo foi mais um a descobrir um problema cardíaco depois de anos no futebol - não sou médico, por isso não posso falar sobre o assunto com autoridade - mas em algum ponto da evolução do futebol deixamos um fio solto para que tantos casos comecem a surgir.
Descaso e ambição também tem sua parcela de culpa por mortes como essa. Descaso por parte de federações e confederações que tratam as principais ligas e campeonatos do mundo com todo carinho no que diz respeito a publicidade e glamour, mas esquecem do mínimo de cuidado com os personagens principais - que aliás são so responsáveis por grande parte de seus lucros - ao não realizarem sequer exames médicos e cardíacos em seus atletas.
A ambição desmedida em busca de um maior desempenho dentro de campo é inversamente proporcional aos cuidados voltados para quem é mais exigido nessa busca: O corpo humano.
O futebol se transforma a cada temporada, e a cada ano todos os segmentos que o acompanham precisam se adaptar a uma nova realidade. O passado deve ser conservado, a história é linda, mas o futebol de hoje não pode ser tratado como o de ontem, exatamente por isso que Pelé é Pelé e Messi é Messi. Não cabem comparações, pois não se compara atletas que praticam esportes absolutamente distintos.
Um comentário:
A medicina no futebol está evoluindo, só que os jogadores não. Tem muito jogador irresponsável que não cuida da saúde e depois se ferra. No caso do italiano eu não sei se foi irresponsabilidade, mas do Muamba foi.
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