Sabe aquele tipo de situação que acontece sempre mas quando te pedem um exemplo você nunca sabe o que falar? Pois é, me ocorreu em meio a uma discussão sobre ética no futebol dia desses.
Fim de Campeonato Brasileiro é sempre a mesma história. Fulano vai facilitar para siclano para prejudicar beltrano. Tema repetido. Remake de outros carnavais. De diferente apenas os personagens.
E é nesses momentos em que a discussão de boteco fica elitizada. Ética. Palavrinha que não condiz com a essência popular do futebol, mas que vez por outra acaba no contexto das rodas dos boleiros. Mas a questão que me chamou atenção dessa vez foi outra - até porque, a ética no contexto em que é sempre usada não serve para esse campeonato, pela simples razão de que, doa a quem doer, Atlético-GO, Figueirense, Palmeiras e Sport estão rebaixados. Fato consumado.
"Fulano não poderá jogar contra time "x" porque pertence a ele" - Como disse, não vai me ocorrer um exemplo agora, mas rodada sim outra também isso acontece - lembrei: Juan, não enfrentou o São Paulo, pelo Santos, porque pertence ao time da capital.
Existe uma expressão popular que diz: "Pode não ser ilegal, mas é imoral". Esqueça o futebol por um instante. Você "empresta" um profissional porque teoricamente não está completamente realizado com o trabalho dele na sua empresa. Ele busca aprimorar suas qualidades em outro local. Aumenta a qualidade da concorrência afetando consequentemente o valor de mercado seja lá do que for, produto ou serviço, oferecido. Mas, o mesmo profissional que valorizou o mercado, é impedido de atuar quando sua ação atinge de forma direta a empresa que o "dispensou". Contratualmente legal, mas ético?
O que será que os dirigentes pensam? "Fulano é um décimo segundo jogador nosso infiltrado no adversário para enfraquecê-lo, espioná-lo e quando estiver apto, voltar para o nosso lado. Mas claro, contra nós ele não pode atuar, pois conhece nossas fraquezas."
Quanta bobagem. Esse é o caminho que o futebol brasileiro está tomando, uma imensa discussão sobre burocracia chata e sem sentido. Ético, certo, errado, fair-play, blá blá blá. Enquanto isso, ninguém se lembra de comentar o que de fato importa:
E o que eu acho sobre o papo da ética? Ética no futebol é inerente a conveniência dos fatos. Se é bom pra mim é ético, se não, não é. #simplesassim
Um comentário:
É a velha questão da bala perdida. Eu só vou na passeata se ela atingir alguém do meu círculo, caso contrário nem é comigo!
O exemplo mais atual: Figueirense x Botafogo, Loco Abreu fora por questão contratual. O Figueirense pagou a multa de 300 mil ao time carioca, mas o jogador parece se recusar a jogar!
E aí? Imoral? Anti-ético?
Saudações!!!
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