Época chata para se falar de futebol em solo brasileiro. Salve a "copinha" - que aliás está bem esquisita diga-se. Time que ganha de 10x0 eliminado na primeira fase de mãos dadas com o atual campeão, mas enfim...nome disso é futebol - tudo que se vê nos noticiários são números e entraves contratuais que impedem esse ou aquele jogador de se transferir para esse ou aquele clube. Uma chatice burocrática, necessária, mas cansativa.
Entretando, em meio a correria dos bastidores, um fato importante e muito relevante ao futebol brasileiro foi anunciado: a aposentadoria "precoce" de um ícone do futebol nacional, Marcos.
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Coletiva de despedida |
É comum ouvirmos no dia a dia do futebol o nome de Marcos ser citado como sinônimo de "amor a camisa". Considerado como um dos últimos torcedores-jogadores do futebol mundial, a aposentadoria do "São Marcos" significa um passo adiante em direção a extinção de um sentimento cada vez mais raro no esporte: comprometimento real com a instituição que se defende. Não apenas profissionalmente, mas de alma e coração.
Marcos é um dos maiores ídolos da história do clube que ironicamente construiu sua carreira em tempos de "vacas magras" e crises sem fim, criadas quase que em sua totalidade "de dentro para fora", e sofreu mais do que ninguém por conta disso.
Marcos não foi goleiro do Palmeiras, foi um torcedor que possuiu uma posição privilegiada: a de poder entrar em campo e ajudar seu clube de coração. E por conta desse privilégio, foi personagem principal de uma cena antológica...
Amou e viveu tudo que envolve esse sentimento. Sorriu, sofreu e por vezes enfiou os pés pelas mãos guiado por uma emoção irracional. Amou.
Marcos é exemplo. É homem. É caráter. É comprometimento. Felizes os palmeirenses que puderam por anos a fio vestir suas camisas para torcer por alguém que compartilha exatamente o mesmo sentimento que eles.
Um comentário:
Muito bom o novo layout e o novo logo do blog
Parabens lu
Voce merece
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