Versatilidade é uma das características mais procuradas por treinadores
de futebol atualmente, e essa capacidade de adaptação em várias posições pode
garantir ao jogador a titularidade em um clube e até mesmo a vaga na seleção de
seu país.
Os treinadores a procuram por uma série de fatores, carência em
uma determinada posição no elenco, como tentativa de extrair o máximo de desempenho
de um atleta, para adaptar um esquema tático, encaixar dois ou mais jogadores “indispensáveis”
no mesmo time, entre outras razões.
Geralmente acompanhamos essa troca de posições do meio para
trás dos times. Zagueiros jogando como volante, volante quebrando o galho na zaga,
quarto zagueiro de lateral que não apoia, e como sempre acontece com
brasileiros que vão para o futebol europeu, segundo volante virando meia de
criação – que o digam Ramíres, Hernanes e Paulinho, para citar os mais recentes.
Essa mudança, principalmente dos volantes-meias, se tornou
parte da cultura do futebol inglês, em parte pela carência de camisas 10 que
assombra o english team há várias gerações, em parte pela absurda qualidade dos
volantes que lá surgiram nos últimos anos. Não a toa, os últimos grandes nomes da
seleção foram/são Steven Gerrard e Frank Lampard, o segundo aliás, se não estou
enganado – possibilidade grande já que estou puxando pela memória rapidamente –
foi o último inglês finalista a bola de ouro da Fifa.
Mas recentemente uma mudança de posição mais a frente tem
chamado a atenção na terra da rainha. Trata-se de um dos maiores nomes do futebol inglês
nos últimos anos: Wayne Rooney.
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Aos 28, Wayne Rooney chegará a Copa do Mundo em um dos melhores momentos da carreira |
Sua qualidade como camisa nove é inquestionável. Forte,
rápido, e dono de uma finalização letal, é o principal goleador da seleção
inglesa e do Manchester United . Como atacante, vez ou outra como centroavante,
ganhou notoriedade e disputou as Copas do Mundo de 2006 e 2010. Mas aos poucos, foi
aliando ao seu futebol uma visão de jogo e qualidade de passe incomum para um
atacante, afinal, se você é o homem mais adiantado, para quem passar a bola?
É bem verdade que a carência de um meia cerebral na seleção
e no próprio Manchester United, que vem de anos, influenciou, mas o futebol de
Rooney se agigantou ainda mais com a mudança. Hoje ele é um clássico camisa 10,
dá passes em profundidade, volta para marcar e ainda tem a versatilidade de
jogar em todos os setores de ataque – centro e lado de campo.
Na atual temporada, o meia Rooney, já deu 19 assistências e
marcou 15 gols. Diante da escassez de camisas 9 e 10 do futebol atual, o
Manchester United e a seleção inglesa arrumaram um 2 em 1. Reservem as duas
camisas, elas têm um único dono.
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